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domingo, 14 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Sugestões para aulas de Matemática
Algumas sugestões de temas ou atividades para as suas aulas de Matemática da Educação Básica
Aulas diponíveis em nosso canal no youtube:
(NOVO!) BRINCANDO COM A MATEMÁTICA: DESAFIO DO NÚMERO 6 – Outra atividade lúdica, envolvendo símbolos e operações matemáticas. Desafio que tem como objetivo obtermos sempre o resultado igual a 6, usando três números iguais. Atividade provocativa e bem interessante. Quer tentar?
(NOVO!) MULTIPLICAÇÃO RUSSA – Pequeno vídeo demonstrando antigo método de multiplicação usado por camponeses da Russia. Usando apenas multiplicação e divisão por 2, pode-se efetuar qualquer multiplicação de dois números naturais.
(NOVO!) TESTE MALUCO – Atividade matemática, lúdica, envolvendo os conceitos de múltiplos, divisores e critérios de divisibilidade. Interessante atividade que, usando conceitos bem simples da matemática básica, costuma surpreender as pessoas.
(NOVO!) A MAGIA DA MATEMÁTICA LÚDICA – Vídeo sobre a Matemática Lúdica, desenvolvido a partir de uma palestra ministrada pelo professor Ilydio Sá, com reflexões teóricas e atividades práticas. No vídeo, procuramos mostrar algumas das vantagens da Matemática Recreativa como elemento de motivação e provocação nas aulas de Matemática da Escola Básica.
Atividade Matemática Lúdica – Leitor de Mentes – Leitor de Mentes. Um desafio matemático interessante, lúdico, que envolve propriedades dos números naturais e com a respectiva justificativa matemática.
Antigas técnicas de multiplicação - Apresentação em Powerpoint
O maravihoso número de Ouro - Apresentação em Powerpoin

http://www.somatematica.com.br/softOnline.php
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Baixe aqui os slides da aula sobre lógica Matemática
CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E BAIXE SUA ÚLTIMA AULA.
Margarida César,
Universidade de Lisboa
Como psicóloga, sou muitas vezes consultada, sobre casos que envolvem indisciplina. Aliás, geralmente, quando me pedem colaboração, é porque algo não corre lá muito bem e, quando essa condição se altera, os meus serviços deixam de ser necessários... até que surge um novo caso em que algo não corre como seria de desejar. Assim, se os casos de indisciplina (e não só) não tivessem solução, ou se todos os professores acreditassem que assim era, há muito que teria deixado de ser contactada. O que ainda não aconteceu.
Deixem-me confessar que esse facto me alegra imenso. Não tanto porque eu não pudesse fazer uma outra coisa na vida mas porque, ao contrário de algumas pessoas que se têm ultimamente pronunciado, acredito cada vez mais que todas as crianças e jovens são educáveis. Todos eles têm potencialidades que, se descobrirmos, lhes permitem construir uma identidade positiva, integrarem-se socialmente, desenvolverem um projecto de vida em que acreditem.
As formas de actuação dos professores face à indisciplina são muito dispares e é frequente vermos alguns muito preocupados em conseguir integrar um determinado aluno e promover o seu sucesso escolar, enquanto outros têm com ele uma atitude de conflito aberto, de hostilização, muitas vezes até de abuso de poder, que dificilmente pode contribuir para que o aluno se desenvolva e integre na escola.
Deixem que vos conte brevemente dois casos, ocorridos recentemente. Numa turma é leccionado um currículo alternativo. Os alunos têm muita dificuldade em não ter comportamentos que sejam perturbadores. No entanto, os professores têm feito um esforço notável para os motivar, para os levar a apreender os conhecimentos e a adquirir novas competências. São aulas desgastantes, que exigem muito tacto e muita capacidade para gerir potenciais conflitos, onde é necessária muita resistência à frustração. Mas, no final do ano lectivo, a experiência vivida foi descrita como muito compensadora. Se estes alunos tivessem sido julgados pelos padrões habituais de disciplina, a maioria não teria permanecido na escola... e, como tal, não teria tido oportunidade de mostrar comportamentos mais adaptados e, sobretudo, de investir num projecto de vida futuro.
Noutra escola, coexistem alunos de meios sócio-económicos e culturais muito distintos, e de etnias diversas. No final do 1º período mais de metade dos alunos tinham sido suspensos. Provavelmente a maioria das suspensões desta turma não teriam existido se os casos tivessem ocorrido com outros professores. É uma turma com 30 alunos, do 7º ano de escolaridade, alguns deles vindos de meios onde os hábitos sociais e culturais (mesmo a língua materna) são muito diferentes dos da escola. Os alunos não têm problemas disciplinares nem de aproveitamento com dois professores: o maior sucesso escolar é a Português e a Matemática. O que talvez nos dê muito que pensar.
Os professores são confrontados com casos de indisciplina, que têm de saber resolver. Mais importante ainda: são as atitudes dos professores que podem evitar muitos dos casos de indisciplina. Respeitando os alunos, discutindo com eles as regras da escola e fazendo-os partilhar as decisões a tomar, criando um bom clima de trabalho e uma relação menos desigual. Tentando compreender o que provoca um determinado comportamento e arranjando formas de o evitar. Pedindo acompanhamento de técnicos especializados para os casos mais complicados, que já ultrapassam aquilo que podem solucionar com as suas atitudes na sala de aula, mas que se irão agravar se aquele aluno apenas for confrontado com medidas punitivas, às quais se sente incapaz de responder.
A indisciplina pode ser uma manifestação de muitas coisas diferentes: a expressão de um mal estar interior; a tentativa de dissolver o grupo turma porque aquele aluno necessita de estabelecer uma relação pessoal e única com o professor; uma forma de boicote às actividades da aula porque estas não lhe interessam ou porque se julga incapaz de as realizar com sucesso; uma forma de mostrar a sua revolta e a sua desconfiança perante os adultos, sendo o professor o que está mais perto e acessível; uma vontade de medir forças porque se está a crescer e há necessidade de afirmação; uma oposição pelo facto de ser forçado a estar ali, a aprender, quando lhe apetecia muito mais fazer outras coisas e estar com outras pessoas; uma maneira de forçar o professor a negociar novas regras porque ele é só um e os alunos são muitos, se eles se unirem todos, têm imensa força; uma falta de um projecto de vida que passe pela escola.
Os casos de indisciplina exigem soluções diversificadas. Mas todos eles precisam de disponibilidade, esforço, paciência e, nos casos mais difíceis, tempo. Não há casos perdidos, há é casos que não têm soluções rápidas e em que é preciso investir muito antes de vermos resultados.
Mas é suposto que os adultos somos nós, não só para mandarmos mais, também para compreendermos mais, para sabermos ajudar mais, quando isso é necessário. E para termos mais bom senso. Porque não há documento, por melhor que seja, que só porque existe resolva os nossos problemas.
E como me disse um aluno que tinha sido repreendido: “Querem-nos direitinhos, todos bem comportados, obedientes... e quem nos explica o mundo?”
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
João Pedro da Ponte
A ideia que as novas tecnologias de informação marcam uma nova etapa na vida da sociedade, conduzindo a novas formas de viver, de trabalhar e de pensar, parecia ultra-revolucionária em 1985, quando se iniciava o Projecto MINERVA e se davam os primeiros passos para a criação da APM. Hoje, passados pouco mais de dez anos, é um lugar comum, nos meios de comunicação social e nos discursos oficiais sobre a sociedade e a educação.
No entanto, para muitos professores, as novas tecnologias continuam a ser um corpo estranho, que provoca sobretudo incomodidade. O receio de ficar para trás tem levado a investir na compra de equipamentos para as escolas mas, se exceptuarmos o ensino das próprias tecnologias de informação, pouco partido se tira da capacidade instalada para a actividade normal de ensino-aprendizagem das diversas disciplinas. Os efeitos profundos que estas tecnologias têm tido em numerosas esferas de actividade social tardam a surgir na instituição educativa. É preciso perguntar, porquê?
A grande razão é que a entrada na Sociedade da Informação implica um novo papel para a escola que ainda não foi por esta completamente interiorizada. O papel fundamental da escola já não é o de preparar uma pequena elite para estudos superiores e proporcionar à grande massa os requisitos mínimos para uma inserção rápida no mercado de trabalho. Pelo contrário, passa a ser o de preparar a totalidade dos jovens para se inserirem de modo criativo, crítico e interveniente numa sociedade cada vez mais complexa, em que a capacidade de descortinar oportunidades, a flexibilidade de raciocínio, a adaptação a novas situações, a persistência e a capacidade de interagir e cooperar são qualidades fundamentais.
Para os professores de Matemática, este novo papel tem consequências fundamentais a dois níveis: na sua visão da Matemática e na sua visão do que é ser professor.
A Matemática, como saber estruturante que permeia muitos ramos de actividade e constituiu a linguagem natural da ciência e da tecnologia continua a ter grande relevância educacional. No entanto, cada vez mais se torna evidente que o seu papel educativo essencial não é o de formar novos matemáticos, mas sim o de contribuir de forma positiva para a formação educacional global da generalidade dos cidadãos. O objectivo de ministrar conhecimentos e técnicas mais ou menos avulsas, apelando à memorização e à prática repetitiva passa assim, naturalmente, para segundo plano. A Matemática é agora chamada a dar um contributo essencial para aprender a interrogar, conjecturar, descobrir e argumentar raciocinando sobre objectos abstractos e relacionando-os com a realidade física e social. Não é para reforçar a aquisição dos conhecimentos e técnicas em grande parte já obsoletos mas para desenvolver novas competências e capacidades que é preciso usar as novas tecnologias, sejam calculadoras, computadores, sistemas multimédia ou a Internet.
O novo papel da escola implica um novo modo de ser professor. A sua função principal já não é dar o programa mas interpretar, gerir e adaptar o currículo às características e necessidades dos seus alunos. O professor não se pode limitar a seguir o livro de texto mas tem de usar materiais diversificados e estimular os alunos a consultar diversas fontes de informação. O ensino na sala de aula não se pode basear exclusivamente no quadro e giz mas tem de tirar partido de tecnologias como o viewscreen e os computadores. Ensinar não se pode reduzir ao binómio de expor a matéria e passar exercícios, sendo necessário propor tarefas diversificadas, incluindo problemas, projectos e investigações, e estimular diferentes formas de trabalho e de interacção entre os alunos. O professor não pode monopolizar o discurso na sala de aula mas tem de ser capaz de a transformar numa verdadeira comunidade de aprendizagem. Em vez de trabalhar como profissionais isolados, os professores de Matemática terão de aprender a cooperar de modo efectivo na produção de materiais, no diagnóstico de problemas, na realização de projectos educativos.
A Matemática, como ciência, sempre teve uma relação muito especial com as novas tecnologias, desde as calculadoras, os computadores, aos sistemas multimedia e à Internet. No entanto, os professores (como, de resto, os próprios matemáticos) têm demorado a perceber como tirar partido destas tecnologias como ferramentas de trabalho. O grande desafio que elas põem hoje em dia à disciplina de Matemática é saber se esta conseguirá dar um contributo significativo para a emergência de um novo papel da escola ou se continuará a ser a parte mais odiosa do percurso escolar da grande maioria dos alunos.
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